quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hi! Deu branco.

Esta pequenina frase anda ultimamente rondando muito a minha cabeça e aparece nos momentos mais inusitados. Só esta semana me deu branco duas vezes, sem contar com "aquele" branco toda a vez que tenho prova, mas isso considero normal. O mais embaraçante desta semana, foi esquecer o nome do meu chefe. Que vergonha. Mas tive que levar na esportiva e por sorte estava ao telefone, pois assim a pessoa (do outro lado da linha) não viu o vermelho escarlate no meu rosto. Acreditem, na hora em que a pessoa perguntou qual o nome completo do meu chefe (maior), bateu uma tremenda dúvida, do tipo; o primeiro nome seria o segundo, ou o segundo seria o primeiro?! Por sorte (dela) e vergonha minha, alguém que se encontrava por perto, veio ao meu socorro. Ufa! "Desculpa, me deu branco... (risos), o nome é fulano de tal." Aliás, esse negócio de esquecer nomes é comigo mesmo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pra você, tio.

Curitiba, 07 de maio de 2010.

Querido tio,

A mãe me ligou hoje pela manhã, para dizer que o senhor estava internado e muito mal. Chorando me disse que seus rins pararam de trabalhar e que sentia muitas dores, acrescentando que estava perdendo o irmão. Sabe o que é receber uma notícia dessas por telefone, em pleno horário de trabalho? Terrível. Ter que segurar a emoção, dizer que tudo vai ficar bem e ser forte... depois desligar o telefone e ficar com cara de "estátua". Confesso que não fui forte o suficiente para segurar minhas emoções. Só ecoava a frase: "Teu tio está morrendo, Paulinha. Meu irmão está morrendo." Desabei de uma forma que não consegui parar de chorar. Chorei até soluçar. Me puxaram para uma sala, me abraçaram e chorei.Queria  dizer tanta coisa ... o quanto o senhor é importante para mim. Dizer: "Obrigada, tio. Obrigada por ter sido o único a me ajudar no momento em que mais precisava ... minha separação."  Naqueles dias eu e meus filhos não tinhamos o que comer, e o senhor ou a tia, nos pegavam pela manhã (bem cedinho) e ficávamos em sua casa até de noitinha,  depois nos levava de volta, só para dormir. Lembra disso? Eu lembro. E muito. Lembra que os três primeiros passinhos do Rafael, foram para o senhor? Lembra que o senhor dava arroz puro para o Rafa e ficava feliz quando ele pedia mais? Ele tinha 10 meses. O senhor sabe que é mais que um tio para mim, né? O senhor é  um pai. Desde pequenininha sei de seu carinho por mim, como se fosse sua filha.