quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Por quê comigo?


É essa pergunta que ronda meus pensamentos nos últimos quatro meses. Por quê comigo? Sou católica, mas confesso que não vou com frequencia a igreja, mas simpatizante do espiritismo. Aliás, se não fosse pela força do meu "anjo da guarda", eu acho que já teria feito alguma besteira anos atrás. Num momento bem dificel da minha vida, quando estava pronta para fazer uma grande besteira, juro que escutei uma voz dizendo: " E os teus filhos?" Após esse dia, comecei a dar mais "ouvidos" aquela voz. Hoje sei, com a absoluta certeza que eu tenho amigos verdadeiros (espirituais) do meu lado. Lembro que quando cheguei ao Brasil, depois de muitas lágrimas e inseguranças, alguém me emprestou o livro VIOLETAS NA JANELA. Lembro até hoje do meu choro, do meu sentimento para com a Patrícia (personagem central do livro) e também da enorme curiosidade de conhecer aquele lugar tão lindo, calmo, e acolhedor que era o plano espiritual. Depois disso, devorava um livro atrás do outro em busca de conforto (espiritual). Comecei a entender que para tudo do que acontece em nossas vidas, há um propósito. Seja na alegria ou na dor. Que nascemos para redimir ou concluir algo que em outra vida, não foi possível fazer. Respeito quem é contra esses pensamentos, mas também quero respeito pelos meus. Cada um acredita ou não no que melhor lhe convir. Não me importo. Religião e futebol, melhor cada um ficar na sua. Enfim... é por acreditar em tudo isso que tento não entrar em "parafuso" Há mais ou menos um ano, fiz uma cirurgia que iria me fazer ter uma vida normal e alcançar um tão desejado sonho e que, apesar da idade, seria possível, segundo as palavras do médico. Mas um ano se passou e nada. Já sabia antes da cirurgia, que haveria uma pequena dificuldade, mas sempre acreditei e acreditoo que, se Deus assim o permitir, tudo é possível. Não foi comigo, pois a natureza não contribuiu muito... Sei que fazemos escolhas para a nossa vida, sejam materiais, trabalho, amizades e pessoas... tudo em prol da felicidade e bem estar, mas nem sempre tudo é perfeito. Antigamente, pensava que "certos problemas", só aconteciam com o vizinho ou simplesmente era uma matéria de revista de sala de espera. Pois é, está acontecendo comigo e agora acho que esse sonho não mais poderá ser realizado. Acabei de fazer um exame e o problema que achei que tinha minimizado, com a cirurgia, voltou. Confesso que tenho vontade de gritar bem alto, para aliviar um pouco este aperto no peito, mas só consigo chorar. Chorar por raiva. Chorar por decepção. Chorar por fracassar. Chorar por me sentir só, apesar de existir muitas mulheres com o mesmo problema. Ainda tinha uma pitadinha de esperança de conseguir realizar o meu sonho... mas e agora? Por quê comigo? Será isso, um sinal para desistir sonhar? De cuidar do que tenho e ficar feliz? Não sinto raiva Dele, e nem poderia. Mas gostaria de ter respostas para certas dúvidas. Que decisões tomar? Sei que, primeiro tenho que escutar o que meu médico vai dizer, depois, descobrir se diante disso tudo, estarei pronta para escutar o que eu não estou pronta para escutar? Quero e preciso ser adulta. Começar a aprender a aceitar o que Deus decidiu não me dar. Mas por quê comigo? Não consigo evitar de perguntar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Filhos Adolescentes

Quem ainda não tem filhos, pense 10 vezes. Quem tem filhos pequenos, lindos, cheirosinhos, aguarde. Quem tem filhos aborrescentes, ops, adolescentes, me diga: e agora, o que é que eu faço? Criei, eduquei e continuo educando, amo e continuo amando esses seres de outro planeta, mas eles têm uma capacidade de me transformar numa... numa... não sei! Sei que são mestres em me tirar do sério, isso sim. Ai que vontade de "jogar pela janela" - só vontade. Imagine dois seres; um já saindo da aborrescência e outro entrando nela. Não é de enlouquecer? Eu acho. Um não consegue "dividir" o mesmo espaço, o mesmo ar, o mesmo sofá, o mesmo alguma coisa... O mais novo acha que é incompreendido pelo mundo (nós pais), e o outro acha que já conhece o mundo. Fala sério! Nem barba de verdade têm!! Só umas penugens aqui e ali... mal saíram das fraldas e já se acham adultos. Que podem sair e não ter horário para voltar; que não é cedo (idade) para "ficar" ou namorar, que não precisa ligar dizendo que chegaram bem ou que vão chegar um pouco mais tarde... Na minha época, tinha tempo para tudo, inclusive participar de conversas de gente grande. Responder a meus pais? Deus me livre. Bastava "aquele" olhar e pronto. Sabia que logo mais iria levar uma bronca ou surra. Se chorasse, tinha que engolir o choro, senão apanhava mais. Namorar? Era a morte!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sonhos de Um Ano Novo

É preciso saber viver o sonho e ter a certeza de que tudo vai mudar.
É necessário coragem para abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de cada um de nós, onde os desejos não mais precisam de razão e nem os sentimentos, de motivos.
Saber que o importante é viver cada momento e aprender sua duração,
pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.
Realize todos os seus sonhos;
Descubra a cada dia coisas novas para realizar esses sonhos.
Não tenha medo de viver o momento em que eles acontecerem.
Desejo que no ano que vem, eu, você...
Possamos sonhar com momentos tão importantes, como um novo começo.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carta a LM

Achei interessante e, respeitando o sigilo ...


Carta a LM

Apesar de estarmos sob o mesmo teto, nossos corpos estão longe um do outro. Uma parede (física) nos separa, assim como outra invisível. Quando é que essa parede surgiu? Ao longo do nosso convívio? As diferenças entre nós, o dia a dia, a rotina, a personalidade de cada um? É isso? Sinto que sim. Doeu quando sugeri um tempo para pensar sobre o que você sentia, o que queria, o que esperava e você nada fez ou comentou. Doeu escutar o seu silêncio quando mencionei que já não sentia mais o seu amor por mim. Doeu sentir essa parede (física) entre nós.  Ontem, antes de dormir, ou quando acordava entre um cochilo e outro, pedi a Deus que não fizesse você sentir raiva de mim, ou se afastasse mais ainda, mas sim que descobrisse o que você realmente quer, dentro desse tempo. Nada se sustenta quando só um sente. Nada se cura quando um só dói. Diferenças sempre haverão. Contratempos também. Mas acredito que, se o sentimento for verdadeiro e forte, tudo se resolve. Sem querer mal ao outro. E sem deixar que problemas rotineiros do dia a dia, envolvendo outras pessoas ou a nós mesmos, nos separem. Afinal, somos adultos não somos? Sabe, ainda aposto na nossa felicidade juntos. Envelhecendo juntos. Mas, se o destino através dos seus atos (você), decidir que o melhor é terminar enquanto houver carinho entre nós, respeitarei, apesar da dor.


Beijo,
CV”

... tem momentos que tenho vontade de ter uma daquelas varinhas mágicas - aquela dos contos de fada - e com um simples “plim!” resolver um bocado de problemas, dores físicas e espirituais de todos nós. O mundo seria mais colorido e oxigenado. 


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Desabafo de uma diletante...


Não quero parecer chata, metida, esnobe..., mas para quem precisa utilizar o transporte público para ir e vir do trabalho, sofre, viu? Não só pela lotação, mas também pelo cheiro. Falta de desodorante/perfume ou banho é imperdoável logo pela manhã. No final do dia tem desculpa, afinal o dia foi longo, fez calor, mas mesmo assim, um roll on na bolsa pode, né? Não pode é a pessoa não sentir seu próprio cheiro!!! Teve um dia em que peguei o mesmo bus, no mesmo time... sentei - incrível, mas consegui sentar - num daqueles bancos de uma só pessoa, e de repente começei a sentir um cheiro que depois de algum tempo, descobri sua origem - tanto de direção, como a causa - era de um homem sentado a um lugar na minha frente e pasmem, o cheiro era de MAU HÁLITO!!! O cara estava podre. Só assim para justificar a núvem verde que saía da boca toda a vez que bocejava. Quase morri, juro. Outra coisa que reparo é nos vidros ensebados de gordura, gel ou sei lá mais o quê. Como é que uma mãe deixa seu filho pequeno, lamber literalmente um vidro público sem pensar nas coisas microscópicas que estão fazendo a maior festa?! Isso de criança lamber ou colocar aquela minúscula mão cheia de bába, gordura de salgadinho, etc é de doer. Não é invenção não, eu vejo cenas dessas no dia a dia. Dá dó daqueles que ainda dormem encostados nos vidros e também responsáveis pelas contribuições das misteriosas manchas.

Livros e Filmes

Quem já não leu um livro e logo depois viu o filme?
E quem já não ficou na maior expectativa antes do filme, e depois saiu do cinema levemente decepcionado, pois não foi tudo aquilo que imaginanou?
Não sei vocês, mas eu me sinto traída e perguntando do porquê que o diretor não conseguiu reproduzir  toda a essência do livro?! Adoro ler. Não sigo só um estilo. Quando o livro tem o dom de me envolver, só descanço quando termino. De muitos que li até hoje, lembro (agora) somente de três, dos quais li e vi o filme ... "E se fosse verdade", "Ensaio sobre a Cegueira" e recentemente "Crepúsculo". Que decepção. Pelo menos para mim, claro. Sei que quando lemos, nossas mentes "viajam" e criam as cenas conforme o(a) escritor(a) vai desenrolando a estória. É mágico. Fascinante. Tudo bem que, se fossem reproduzir todas as cenas de um bom livro, o filme teria duração de pelo menos, 3 horas. O que para mim, não seria nada mal... rsrs. Mas acho que poderiam "enxugar" menos justamente as cenas mais "tcham".Eu ficaria muito feliz. Mas, sabem o que mais me intriga? ou melhor, me fascina? É que por mais que critique, eu não deixarei de ver qualquer que seja o filme, tendo um bom livro como inspiração. Gosto de sofrer, ou melhor, gosto de sonhar que um dia, algum produtor irá conseguir captar o tal "feeling" e colocar na telona, para meu (nosso) delírio.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Origens

Todos temos as nossas. Independente para onde a vida nos leva, conhecemos a nossa origem. De onde viemos, nossos antepassados ... só não sabemos (ainda) para onde vamos. Mais gostoso é quando a saudade e o calendário corrente, "batem" com esse sentimento. Aí, é combinar com o pessoal de casa ou amigos, mostrar o quanto será divertido e ... pé na estrada, ou quem pode, destino aeroporto. Chique, né? Chegamos ao destino onde tudo começou. Minhas origens. Nasci aqui. Meus pais moraram nesta casa. Estudei nesta escola até a 3ª série. Estão vendo aquela quitanda de frutas? Então, eu e meus irmãos costumavamos roubar maças do "seu" Pedro. Ele ficava uma fera, mas depois minha mãe passava por lá e pagava o "prejuízo". Fomos batizados nesta igreja. É, faz tempo. Parece que nada mudou! Gostoso. Devo confessar que, quando era bem mais nova, não dava muita importância a nada disso. Nasci num Continente, vivi por uns bons anos em outro Continente. E agora vivo em outro. Mais precisamente, no Continente Sul Americano. Brasil.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Felicidade versus Solidão


Sentimentos que somam desejo, medo e insegurança.
Felicidade. Passamos boa parte da nossa existência procurando por ela e quando a encontramos, pronto, estragamos tudo. Pelo menos a maioria. Há os que assumem esse sentimento e vivem felizes para sempre (será?). Outros, curtem um dia após o outro, pois não sabem até quando esse sentimento durará. Tipo, pelo menos eu vivi isso. Concordo. Viveu. E tem também os que simplesmente fogem, por medo. Medo de sofrer. Medo da decepção. Medo de se entregar e depois descobrir que a felicidade acabou. E aí ... entra em ação a Solidão. Silenciosa. Vai entrando sem pedir permissão. Mas para quê permissão, se nós deixamos a "porta" aberta? Um dia é o cansaço. No outro, uma nostalgia. E aí, o nosso cantinho se torna tão tentador, aconchegante, que desculpas vão surgindo, afinal, eu estou bem. Gosto da minha companhia. Final de semana a gente se vê, ok? Hoje não vai dar.
Quando o silêncio deixa de ser tão reconfortante, sentimos a solidão. O cantinho agora sufoca. E gritamos.
Socorro! Quero alguém para conversar, sair, rir, beber, dançar... pior é descobrir que aquela pessoa que você ama estava bem do seu lado, mas que por indiferença sua, se afastou.
Por quê? Porque estraguei tudo? Cadê todo mundo? Será que vocês não entendem que somente quero ser feliz?! Só isso.

Vai entender o ser humano.
Eu sou feliz e quero mais é viver essa felicidade aqui e agora.

Quem é a Diletante?


Alguém que se ocupa de qualquer assunto por gosto, e não por obrigação.
Pensamentos. Dia a dia. Opinião sobre filmes, livros, música, videos... sem querer ofender ninguém.

É isso que interessa. Registrar minha critica  - positiva/negativa - de alguma coisa.

Penso, falo, logo existo.