Dias atrás, me peguei pensando nesse negócio de alma gêmea, cara metade, recordações de outras vidas, etc. Acredito muito nisso, não por ser uma romântica sonhadora (acho que perdi essa inocência boba faz muito tempo), mas por acreditar em reencarnação, vida após a morte, na doutrina espirita por assim dizer. E acabei me questionando, por onde anda minha alma gêmea? Será que eu tenho uma? Ou meu espírito ainda é muito novo e por isso não encontrei a minha outra metade?
Porquê tudo isso? Não sei.
Analisando friamente a minha vida, acho que ainda não "tropecei" nela (alma gêmea). Tive a participação muito importante de uma pessoa na minha vida, mas, quis o destino nos manter separados, cada um num caminho diferente e bem longe.
Um desastroso casamento, que, depois do divorcio descobri que nunca gostei realmente do meu ex. Ele foi só um "instrumento" para que eu pudesse "resgatar" meus filhos nesta vida.
Certo dia, uma mulher que se dizia "ler a aura" das pessoas, disse que na minha última reencarnação eu vivi numa aldeia indígena e que morri muito cedo, por tristeza, pois (segundo ela) um dia ao voltar do rio, encontrei minha aldeia destruía, que os homens brancos tinham ateado fogo e matado quase todos, inclusive o meu grande amor. Triste e sentindo um aperto no peito, fui definhando até morrer. Bom, verdade ou mentira, eu nunca tive sorte com a espécie masculina nesta vida, pois sempre estrago tudo. E de alguma maneira, eu sinto bem lá no fundo, um medo danado de ser feliz, pois parece que a felicidade um dia vai acabar. Medo de perder. E aquele aperto, buraco, no peito? Eu ainda sinto. Uma tristeza que não sei de onde vem e nem qual é a causa? Também sinto. E sabe o que é ainda mais estranho? A necessidade de caminhar na beira do mar, sózinha, pois tenho a impressão de que um dia encontrarei o que procuro. Mas o que procuro, afinal? Já não tenho tudo? Meus filhos (cheios de saúde e super lindos), namorado, pai, mãe, trabalho, cachorro, canário ...
Os livros dizem que, quando encontramos a nossa outra metade, a gente simplesmente sabe, sente, vê no olhar e no toque.
Acho que meu espírito ainda não encontrou a outra metade, ou se encontrou, não soube (ainda) identificá-lo. Não sei o que mais destinei para mim nesta vida e nem do porquê sentir o que ainda sinto ... o vazio, a saudade. Se eu vim para resgatar meus filhos, missão cumprida. E agora?
Sei que não posso me isolar e deixar a vida passar. Mas também sei que não quero sentir esta solidão dentro de mim até morrer. Quero algo que ainda não sei o que é.
Uma coisa que descobri, com aquela mulher que "vê a aura", é que se tudo o que me disse for verdade, então está explicado do porquê de eu gostar de objetos indígenas, do sol, da água, de usar os cabelos longos e volte e meia, usá-los estilo "Pocahontas", da tristeza sem razão aparente, de uma saudade sem origem e da falta de algo ou alguém que não conheço.

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