"Deveria existir uma pitada de diletantismo na crítica. Pois o diletante é um entusiasta que ainda não se acomodou e não está preso aos hábitos." - J. Atkinson
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Desabafo de uma diletante...
Não quero parecer chata, metida, esnobe..., mas para quem precisa utilizar o transporte público para ir e vir do trabalho, sofre, viu? Não só pela lotação, mas também pelo cheiro. Falta de desodorante/perfume ou banho é imperdoável logo pela manhã. No final do dia tem desculpa, afinal o dia foi longo, fez calor, mas mesmo assim, um roll on na bolsa pode, né? Não pode é a pessoa não sentir seu próprio cheiro!!! Teve um dia em que peguei o mesmo bus, no mesmo time... sentei - incrível, mas consegui sentar - num daqueles bancos de uma só pessoa, e de repente começei a sentir um cheiro que depois de algum tempo, descobri sua origem - tanto de direção, como a causa - era de um homem sentado a um lugar na minha frente e pasmem, o cheiro era de MAU HÁLITO!!! O cara estava podre. Só assim para justificar a núvem verde que saía da boca toda a vez que bocejava. Quase morri, juro. Outra coisa que reparo é nos vidros ensebados de gordura, gel ou sei lá mais o quê. Como é que uma mãe deixa seu filho pequeno, lamber literalmente um vidro público sem pensar nas coisas microscópicas que estão fazendo a maior festa?! Isso de criança lamber ou colocar aquela minúscula mão cheia de bába, gordura de salgadinho, etc é de doer. Não é invenção não, eu vejo cenas dessas no dia a dia. Dá dó daqueles que ainda dormem encostados nos vidros e também responsáveis pelas contribuições das misteriosas manchas.
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